«O Plano Director Municipal de Braga – recorde-se – foi ratificado por Resolução de Conselho de Ministros publicada a 20 de Maio de 1994, tendo sido alterado por Resolução de 18 de Junho de 1998. A primeira revisão foi ratificada a 30 de Janeiro de 2001.
Nos termos de referência que enquadram a proposta de revisão invoca-se, desde logo, a demografia, sublinhando-se que Braga apresenta uma taxa de crescimento superior à média nacional e regional, prevendo-se para 2015 uma população residente superior a 190 mil indivíduos. As taxas de natalidade e de mortalidade estão, por seu turno, a diminuir, prevendo-se que a médio prazo se possam sentir alguns problemas de envelhecimento da população e decréscimo dos activos. Apesar de se assistir à expansão da malha urbana para áreas periféricas, nomeadamente através da proliferação da habitação unifamiliar, Braga ainda se caracteriza pela concentração demográfica nas freguesias mais urbanas.
Verifica-se, ao mesmo tempo, uma crescente perda de população no centro histórico (Sé, São João do Souto e Cividade) e na faixa Oeste do concelho (Mire de Tibães, Padim da Graça, Cabreiros, Passos São Julião, Sequeira, Gondizalves e Vilaça).
Entre 1991/2001, o parque habitacional do concelho, calculado através dos alojamentos familiares, aumentou consideravelmente. A maioria dos edifícios e alojamentos encontram-se nas freguesias da cidade, coincidindo em grande parte com os alojamentos vagos. As freguesias de Fraião, São Vítor, Real, São Vicente, Nogueiró, Lamaçães, Gualtar e Palmeira, apresentam a maior quantidade de fogos licenciados em novas construções após 2001, constituindo as potenciais áreas de crescimento populacional nos próximos anos.
A Carta Educativa permitiu identificar algumas carências quanto a equipamentos, o que vem sendo ultrapassado por intervenção municipal, já no que respeita a saúde Braga apresenta uma taxa média de quadros clínicos por habitante superior ao verificado no Norte e Cávado, embora os equipamentos de saúde sejam insuficientes.
Quanto a acessibilidades, mobilidade, transportes e logística, lembra-se nestes considerandos que, nos últimos anos, no sentido de melhorar a acessibilidade e a qualidade de vida no concelho, se procedeu à conclusão de um grande número de vias de ligação com o exterior (auto-estradas, variantes e circulares), bem como à beneficiação de inúmeros caminhos e vias municipais. O relatório em que assentam estes considerandos constata igualmente a necessidade de se proceder à construção de uma Circular Exterior à cidade de Braga, que funcione como alternativa à Circular Interior, dado que a existente passou a estar integrada no perímetro urbano. Quanto à rede ferroviária que serve o concelho, dando por adquiridas as expectativas de ver reduzidos os 45 minutos que nos afastam do Porto, é trazida à colação o troço Braga/Vigo da Linha de Alta Velocidade, que «implicará uma reformulação da rede e da estação e a respectiva articulação com outros meios de transporte». Concluindo: os níveis de mobilidade na região são médios e moderados, caracterizando-se pelo recurso ao transporte individual em carro próprio e transporte a pé; o transporte público é utilizado sobretudo pela população escolar e indivíduos de baixos recursos (principalmente femininos) e idosos.
As alterações registadas, nas áreas de Reserva Agrícola Nacional devem-se, maioritariamente, à execução de vias de comunicação e diversas estações de tratamento de águas, sendo as restantes situações quase residuais.
Na revisão que agora se propõe, está prevista, obviamente, a implementação de mecanismos de participação, informada e responsável dos cidadãos e instituições, de apoio à decisão, ao longo do processo de elaboração (através designadamente de apresentações, debates, “workshops”, etc.). Este envolvimento será facultado a todos os agentes abrangidos no processo de planeamento, desde as diferentes divisões e serviços do Município e entidades com responsabilidades nesta matéria, bem como representantes de associações, juntas de freguesia, promotores, população em geral, etc.»
7 comentários:
Orçamento participativo ou mais uma fraude?
Os alunos do 8º ano da escola de cabreiros foram convidados a participar dando sugestões e depois quem foi chamado foram os do setimo, chamados sem nada saberem!!!
Foi isto que um meu sobrinho comentou em casa!
Orçamento participativo ou mais uma fraude.
Os alunos do 8º ano da escola de cabreiros foram convidados a participar dando sugestões e depois quem foi chamado foram os do setimo, chamados sem nada saberem!!!
Foi isto que um meu sobrinho comentou em casa!
Vi o comentario e quero dizer que a minha filha disse o mesmo.
Pediram-lhe propostas numa palestra com o vereador Ricardo Rio e depois a Camara esqueceu-se deles e foram chamados os do 7º ano, que ficaram chateados porque antes queriam participar nos jogos populares.
Quem anda a enganar os alunos?
A escola ou a Camara?
Será que esta revisão tem a ver com as jogadas daqueles que vigarizaram os orfãos de S. Caetano?
Grande Junta Democratica de Cabreiros e da Camara de Braga !
Nem as crianças respeitam!
Já nomeiam os proximos Presidentes da Junta, para dar continuação a este grande trabalho em defesa da democracia, imposta claro esta por estes grandes defensores da democracia e dos cidadãos de Cabreiros...
Muito bem será isto que as pessoas merecem ! Pensem antes de votar que o voto é secreto, ou será que em Cabreiros também não é! ?
Cidadão atento
anónimo, não sei como é no vosso partido, mas no PS os candidatos são votados pelo grupo activo do PS Cabreiros e aí sim, se tornam candidatos...bem se vê que não estás habituado à democracia, pois no teu partido o candidato é imposto e ainda há alguns que querendo impor-se, são afastados por "poleiros mais altos", mas isso ninguém te explicou, não foi?
Caro anónimo
Seja bem vindo a este espaço de liberdade de opinião. Sabe que isto também é Democracia?
Já agora acho interessante o seu delirio no que concerne aos processos de escolha dos candidatos.
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